Residencial Casa do Sol retoma visitas aos moradores

Instituição instaura cortina de plástico para impedir contágio da Covid-19


Após cinco meses de contato virtual, visitas foram retomadas aos moradores da Casa do Sol. Com restrições e agendamento prévio, a Instituição instalou uma cortina plástica, que limita o contato direto entre morador e o familiar. As visitas ao Residencial Casa do Sol foram suspensas em março, como medida preventiva no combate à pandemia do novo coronavírus.
Segundo a coordenadora técnica e enfermeira, Danyelle Ferreira da Costa, “a ideia da cortina de plástico surgiu por meio da assistente social Débora de Oliveira, em seguida, nossa equipe estudou formas de viabilizar a ideia e passamos para a aprovação da diretoria”.

Sobre os riscos de contágio a enfermeira afirmou: “Os aspectos mais importantes são: não ocorrer o contato físico e impedir a transmissão de gotículas para o idoso. Por isso, a cortina de plástico assegura esses fatores”.
As visitas estão sendo realizadas de forma individual e com acompanhamento da psicóloga e assistente social da Casa.
O objetivo do acompanhamento é orientar os moradores e familiares sobre os procedimentos e normas, instauradas pela Instituição, que seguem as orientações da SEVISA — Sistema Estadual de Vigilância Sanitária.
Na entrada da Instituição o familiar tem a temperatura corpórea auferida, posteriormente, assina um termo de responsabilidade (quanto à ciência das normas estabelecidas), realiza a higienização dos calçados em tapetes sanitizantes, como também, é orientado a utilizar o álcool em gel.

Reencontros

Por fim, o tão esperado reencontro. Sorrisos e euforia são os elementos que permeiam as tardes de agosto da Casa do Sol. A filha do casal Hugo Nunes Pio e Zuneyda Moreira Pio, Rosane Moreira Pio Bruno, comentou: “Esse momento foi muito esperado. Reencontrá-los tão risonhos, com os semblantes tão tranquilos, encheu nossos corações de alegria e satisfação. Devagarinho a saudade foi saindo e a gente foi conversando,rindo, renovando as energias e também as esperanças”.


Hugo Nunes falou sobre o reencontro com os filhos: “A ansiedade veio em tonelada, para aquele momento. Parece tão pouco o tempo que ficamos com eles”, confessou. Para Zuneyda, “foi ótimo ver meus filhos de perto”.
A psicóloga da Instituição, Renata Marques, avalia as experiências e afirmou que os resultados estão sendo positivos: “não ocorreu nenhum efeito reverso durante as visitas”. Renata também pontuou sobre a importância das visitas: “esse contato olho no olho, é diferente! Isso traz contentamento e eles se sentem mais valorizados”.